Qual é a diferença entre os tipos de sling para bebês?

dezembro 03, 2023

Os carregadores feitos em tecido são grandes aliados dos pais para transportar as crianças com segurança e conforto. Veja quais são os benefícios para os pequenos, as opções disponíveis no mercado e saiba como usá-las


Já era um costume de povos ancestrais andinos, indígenas e africanos usar tecidos para manter os filhos próximos ao corpo da mãe. O tempo passou e o hábito de usar carregadores para bebês, como o sling bebê, acabou se mantendo e tem ganhado cada vez mais adeptos entre os pais, que utilizam o acessório buscando praticidade na rotina de cuidados com o bebê.

Em que posição o bebê deve ficar no sling?
A posição em que o bebê vai ficar no sling depende do modelo do carregador e do tipo de amarração escolhidos. A regra geral é que o bebê esteja o mais confortável possível, sem sobrecarregar a coluna, sempre com as vias aéreas livres para respirar. “O bebê sempre tem de estar apoiado. Antes de colocar o bebê no sling você precisa se perguntar: ‘Eu poderia segurá-lo assim nos meus braços?’. Se a reposta for, sim, são grandes as chances de ele estar seguro e confortável”, explica os especialistas.

Apesar disso, é preciso prestar atenção em alguns pontos. O primeiro deles é que a criança nunca deve ficar numa posição totalmente horizontal. O ideal é que ela esteja sempre com a cabeça mais elevada que o tronco e com o queixo distante do peito. O rosto do bebê, inclusive, precisa estar sempre visível, sem que você precise afastar o tecido para vê-lo. Só assim ele conseguirá respirar livremente. E nunca é demais lembrar: até o terceiro mês de vida, a criança não consegue sustentar o pescoço sozinha. Por isso mesmo, essa parte do corpo precisa estar sempre bem apoiada.

Também é importante ficar de olho no tipo de roupa que a criança está usando. Evite as desconfortáveis, apertadas ou com tecidos muito grossos. Segundo a pediatra, esses cuidados são fundamentais para manter a temperatura corporal controlada. Caso contrário, pode ser que o bebê fique superaquecido.

Qual é a diferença entre os tipos de sling?
Hoje existem vários tipos de carregadores para bebês disponíveis no mercado. O que muda entre eles é, basicamente, a forma como se ajustam ao corpo do adulto. Veja os principais modelos:

1. Wrap sling
O wrap nada mais é do que um grande pedaço de tecido – alguns podem chegar a mais de 5 metros de comprimento. Ele é feito para ser enrolado no corpo do cuidador e, assim, servir como um apoio para transportar o bebê. Pode ser confeccionado em vários tipos de tecido. Os de malha, por exemplo, são mais maleáveis e recomendados apenas para bebês de até 8 kg. Por se tratar de um tecido mais fino, dê preferência para amarrações distribuídas nos dois ombros. De tempos em tempos, também vale checar se a malha não está esgarçada ou deformada. Ao menor sinal de dano, é hora de buscar um sling novo, para a segurança da criança.


Também existem wraps feitos a partir de tecidos mais rígidos e estruturados. Esses são os que costumam durar mais tempo. Podem ser usados do nascimento até a criança atingir 20 kg mais ou menos. Quanto maior a gramatura da fibra, mais confortável fica para o adulto carregar. Mas é importante lembrar: não é porque o tecido é mais grosso que, necessariamente, ele vai ser mais quente. Ainda assim, é preciso ficar de olho se a temperatura para o bebê dentro do sling está agradável.

A grande vantagem do wrap sling é que ele é versátil e pode ser usado por cuidadores de diferentes portes físicos. Basta fazer uma amarração que se adeque melhor ao corpo de cada um e que distribua bem o peso entre os ombros. Como é mais difícil e demorado para vestir, vale a pena só se você for ficar com o bebê no colo por longos períodos de tempo. O ideal é que o bebê fique com as perninhas para fora, como se estivesse sentado.


2. Sling de argola (ring sling)
É um modelo curinga, já que é ajustável, leve e fácil de transportar. Vem com duas argolas, que ficam mais ou menos na altura dos ombros, e permitem ajustar o tecido para acomodar o bebê em diferentes posições. Acaba sendo mais prático para quem ainda não tem muita habilidade com as amarrações. Mas é preciso prestar atenção: por ser um apoio unilateral, o peso fica mal distribuído e pode sobrecarregar um dos ombros dos pais. Por isso mesmo, não é recomendado que seja usado por longos períodos de tempo e nem para crianças com mais de 20 kg. Antes de comprar, também é importante checar com o fabricante se as argolas têm emendas. Se elas não forem inteiriças, correm o risco de enroscarem no tecido e ele se desgastar com mais facilidade.


3. Rebozo
Muito usado por doulas para aliviar as dores da contração na hora do parto, também pode funcionar como um tipo de carregador de bebês. O tecido tem uma metragem menor (de 2 a 2,5 metros de comprimento) e permite amarrações mais simples em comparação com os outros modelos. A grande vantagem é que ele é 4 em 1: ajuda no parto, serve como xale, pode ser usado como cobertor e também se transforma em carregador. Pode ser usado desde os primeiros dias de vida do bebê até ele atingir os 20 kg mais ou menos.


4) Mei Tai
Mescla características do wrap sling e da mochila evolutiva. O bebê fica sentado, como se estivesse em uma cadeira, com os joelhos flexionados e a barriga encostada na barriga do adulto. Por ter uma base mais larga, apoia bem a coluna. Tem faixas de tecido para amarrar nos ombros e na cintura do cuidador, podendo ser ajustado a diferentes tamanhos de troncos. O peso fica bem distribuído, mas exige alguma habilidade para vestir e regular. É ideal para quando o bebê já está um pouco maior e consegue sustentar a cabeça sozinho.


Beijos da Pâm!
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